Caiu na rede, pode ser golpe.
- João Falanga
- 22 de ago. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de jan.

Li sobre esse tema hoje no trabalho, no Banco do Brasil, em um conteúdo interno. Achei a informação tão relevante que vale muito a pena compartilhar.
Hoje, escolhemos destinos de viagem, restaurantes, roupas e livros diretamente pelas redes sociais. Em muitos casos, é possível pesquisar, decidir e até finalizar uma compra sem sair da plataforma. Segundo pesquisa da GlobalWebIndex Limited, os usuários passam mais de seis horas por dia conectados à internet, e cerca de um terço desse tempo é dedicado às redes sociais.
Esse cenário é positivo para empresas e instituições financeiras, que conseguem se comunicar melhor com o público. Porém, também abriu espaço para criminosos digitais, que usam as redes sociais para roubar dados pessoais, aplicar golpes financeiros e acessar contas bancárias.
Infelizmente, os golpes nas redes sociais estão cada vez mais frequentes. Eles mudam de formato, mas seguem um padrão claro: exploram emoções como urgência, vantagem financeira e medo de perder uma oportunidade. Todos os dias, milhares de pessoas são impactadas por ofertas tentadoras que, na verdade, são fraudes.
A seguir, conheça os golpes mais comuns nas redes sociais.
Lojas e marcas clonadas
Golpistas criam perfis falsos se passando por empresas conhecidas, bancos ou marcas famosas. Usam nomes semelhantes, fotos copiadas e até anúncios patrocinados para parecer legítimos. Esse tipo de golpe geralmente envolve phishing, que é o roubo de informações por meio de links falsos.
As vítimas são convidadas a clicar em links publicados no feed, nos stories ou na biografia do perfil. Ao acessar a página falsa, são induzidas a informar dados pessoais, bancários ou credenciais de login.
Um exemplo comum é o perfil falso de banco oferecendo promoções de pontos ou programas de fidelidade. Ao clicar em “cadastre-se”, a pessoa é direcionada para um site falso que solicita número da agência, conta e senha. Com esses dados, o criminoso consegue acessar a conta da vítima.
Sorteios falsos
Muitas marcas utilizam sorteios para aumentar engajamento e seguidores. Aproveitando essa prática, golpistas copiam perfis legítimos e criam promoções falsas oferecendo produtos, cursos ou serviços gratuitos mediante cadastro.
Após coletarem informações suficientes, os criminosos entram em contato com os supostos “ganhadores” e solicitam documentos, telefone, e-mail e outros dados sensíveis. Essas informações podem ser usadas para roubo de identidade, abertura de contas bancárias, empréstimos ou compras fraudulentas.
Falsas parcerias e patrocínios
Com o crescimento do número de influenciadores digitais, surgiu também o golpe da falsa parceria. O criminoso aborda o criador de conteúdo oferecendo um suposto produto gratuito, mas exige o pagamento de um frete muito caro. O produto nunca é enviado, e o prejuízo fica com a vítima.
Cursos enganosos
Outro golpe frequente é a venda de cursos falsos ou de baixa qualidade. Golpistas anunciam cursos caros sobre temas que não dominam, prometendo crescimento rápido na carreira. Normalmente, o conteúdo é raso, não há certificado e não existe suporte ao aluno.
Dicas práticas para evitar golpes nas redes sociais
Verifique se a conta é oficial
Perfis verificados possuem um selo de autenticação da própria rede social, indicando que pertencem a uma empresa ou figura pública real. Isso não elimina todos os riscos, mas reduz bastante as chances de fraude.
Resista ao clique
Nunca forneça dados pessoais ou bancários para perfis desconhecidos. Evite clicar em links recebidos por mensagens, comentários ou anúncios suspeitos. Seus dados valem tanto quanto seu dinheiro.
Pesquise antes de confiar
Antes de participar de promoções, confirme se a oferta está nos canais oficiais da marca. Desconfie de pedidos excessivos de informações.
Pesquise avaliações no Reclame Aqui e em outras plataformas. No caso de cursos, procure relatos em fóruns, redes sociais e verifique a formação dos instrutores no LinkedIn ou no Google.
Informação, atenção e desconfiança saudável ainda são as melhores defesas contra golpes digitais.
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