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Caso Havaianas: Direita e esquerda não resolvem o Brasil

Direita e esquerda não resolvem o Brasil
Imagem Gerada por IA

Vamos ser sinceros?


Não importa se a intenção foi boa ou ruim. Sempre que tudo vira direita versus esquerda, o Brasil perde tempo discutindo rótulo enquanto os problemas reais continuam intocados. Segurança pública, educação, saúde, corrupção, ciência, vício em apostas… nada disso entra no centro da conversa. E é exatamente aí que mora o problema.


Porque, de novo, a gente vê um holofote sendo jogado em cima da mesma discussão cansada, repetitiva e pouco produtiva: direita versus esquerda.


Como se esse fosse o centro da vida do brasileiro. Como se essa briga, do jeito que é feita hoje, resolvesse alguma coisa prática.


Não resolve.


E enquanto a gente fica girando em torno disso, os problemas reais seguem lá, intocados, crescendo e cobrando a conta todo mês.


A falsa centralidade do debate político raso


Virou quase automático.


Qualquer faísca vira guerra ideológica.Qualquer fala vira rótulo.Qualquer discussão vira torcida organizada.


Direita de um lado, esquerda do outro. Gente gritando, se ofendendo, se bloqueando nas redes. Muito barulho. Pouco resultado.


E o mais curioso é que esse debate, do jeito que acontece, raramente encosta no que realmente muda a vida das pessoas.


Ele vira identidade. Não vira solução.


Enquanto isso, o país segue travado em questões básicas, primárias, urgentes.


Segurança pública não é pauta ideológica


Vamos começar pelo mais simples.


O brasileiro tem medo.


Medo de sair de casa.Medo de voltar do trabalho.Medo de andar com celular.Medo de perder o pouco que conquistou.


Isso não é debate de direita ou esquerda. Isso é vida real.


Não interessa se o governante se diz conservador ou progressista. O que interessa é se o cidadão consegue chegar vivo em casa.


Mas esse tema não gera engajamento fácil. Não vira slogan bonito. Não rende frase de efeito.


Então ele fica em segundo plano, enquanto a discussão abstrata domina o palco.


Educação continua sendo promessa eterna


Todo mundo concorda que educação é importante. Todo mundo fala isso. É quase consenso nacional.


Mas quando a conversa fica só na superfície, nada muda.


Escola pública sucateada.Professor mal pago.Aluno desmotivado.Conteúdo distante da realidade.


Isso não se resolve com briga ideológica. Se resolve com investimento, gestão, prioridade e cobrança.


Mas isso exige maturidade. Exige sair do Fla-Flu político. Exige parar de usar educação como discurso e começar a tratá-la como projeto de país.


Corrupção não escolhe lado


Outro ponto curioso.


Corrupção parece ser um assunto que só existe quando convém. Quando atinge o “outro lado”, vira escândalo. Quando chega perto, vira relativização.


Mas corrupção não tem ideologia. Ela tem método.


Ela rouba tempo, dinheiro, oportunidade e futuro. Ela afeta hospital, escola, segurança, ciência.


E enquanto a gente briga por rótulo político, ela segue operando com tranquilidade.


Talvez porque discutir direita e esquerda seja mais confortável do que discutir mecanismos reais de controle, transparência e punição.


Saúde pública é urgência, não narrativa


Quem depende do SUS não quer saber de discurso político bonito.


Quer atendimento.Quer médico.Quer remédio.Quer dignidade.


A saúde pública brasileira é sustentada por profissionais que fazem o impossível todos os dias, dentro de um sistema que vive no limite.


Isso deveria estar no centro do debate nacional. Mas não está.


Porque não cabe em polarização rasa. Não vira meme. Não gera like fácil.


Pesquisa científica está sendo esquecida


Pouca gente fala, mas isso é grave.


Sem pesquisa, não há inovação.Sem inovação, não há crescimento.Sem crescimento, não há futuro.


O Brasil forma pesquisadores para perdê-los. Corta verba, desestimula, abandona projetos.


Enquanto isso, seguimos presos a discussões que não constroem absolutamente nada de concreto.


Direita ou esquerda não desenvolvem tecnologia sozinhas. Ciência precisa de continuidade, investimento e visão de longo prazo.


O vício em apostas está quebrando famílias


Esse talvez seja o problema mais subestimado do país hoje.


A explosão das apostas online está drenando dinheiro de famílias inteiras. Pessoas endividadas, jovens iludidos, lares desestruturados.


É um problema social, econômico e psicológico.


Mas quase não se fala disso com seriedade. Porque não é pauta ideológica clara. Não rende torcida. Não gera briga simples.


Enquanto isso, milhões estão sendo sugados financeiramente, sem qualquer debate profundo sobre regulação, prevenção e educação financeira.


O debate virou distração conveniente


E é aqui que mora o ponto central.


Quando tudo vira direita versus esquerda, nada avança de verdade.


O debate vira espetáculo.A indignação vira performance.A política vira identidade pessoal.


E os problemas reais viram figurantes.


Não importa se a marca quis ou não provocar isso. O fato é que esse tipo de abordagem reforça uma lógica que já está viciada.


O cidadão comum está cansado


Cansado de briga.Cansado de rótulo.Cansado de discurso vazio.


O brasileiro quer saber se vai conseguir viver com dignidade. Quer saber se o filho vai ter escola decente. Quer saber se vai envelhecer com atendimento médico. Quer saber se não vai perder tudo para um golpe, um vício ou uma violência qualquer.


Nada disso se resolve com debate ideológico raso.


Política deveria ser meio, não fim


Política é ferramenta. Não é troféu moral.


Ela deveria servir para organizar prioridades, distribuir recursos e resolver problemas concretos.


Quando vira fim em si mesma, vira ruído.


E esse ruído interessa a muita gente. Porque enquanto a população discute lados, pouca gente discute resultado.


O Brasil precisa de foco


Segurança pública.Educação de qualidade.Combate real à corrupção.Saúde pública fortalecida.Pesquisa científica valorizada.Enfrentamento sério ao vício em apostas.

Isso não é pauta de direita nem de esquerda. É pauta de país.


E enquanto isso não ocupar o centro da conversa, qualquer debate vai parecer deslocado.


No final, a conta chega


Não importa o lado político.Não importa o slogan.Não importa o comercial.

A conta chega na vida real.


Chega no bolso.Chega na saúde mental.Chega na segurança.Chega no futuro.

Talvez esteja na hora de parar de discutir quem está certo no discurso e começar a discutir o que está faltando na prática.


Porque direita e esquerda não pagam a conta.Mas a falta de prioridade, essa sim, custa caro.



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