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Departamento de Conspirações (Inside Job) - Uma animação para quem vive no mundo corporativo …


… ou mesmo fora dele .

Cartaz de Divulgação da Série da Netflix, com título original em inglês, Inside Job, e a personagem Reagan de costas olhando para várias telas
Divulgação / Netflix

Reptilianos? Verdade. Pouso na lua? Mentira. Manter as conspirações do mundo em segredo é um trabalho e tanto para essa cientista antissocial e seus peculiares colegas.


SINOPSE & INFO

Em Departamento de Conspirações (Inside Job, nome original) uma equipe disfuncional que trabalha em um departamento oculto do governo tem a função de manter em segredo as conspirações pelo mundo. De atentados complicados a sociedades secretas, a anti-social gênia da tecnologia, Reagan Ridley, precisará trabalhar em um local cheio de reptilianos metamorfos e cogumelos psíquicos, ao mesmo tempo em que precisa lidar com um pai desequilibrado, a fim de conseguir a tão sonhada promoção.

A animação criada por Shion Takeuchi possui um elenco de dublagem em inglês com muitas personalidades conhecidas: Lizzy Caplan (Meninas Malvadas), Christian Slater (Mr. Robot), Clark Duke (The Office), Tisha Campbell (Eu, a Patroa e as Crianças), Andrew Daly (Os Aloprados), Chris Diamantopoulos (24 horas), Andrew Daly (Os Aloprados), Chris Diamantopoulos (24 horas), John DiMaggio (Futurama), Bobby Lee (O Ditador), Brett Gelman (Stranger Things)…


É uma série de animação adulta, que está no catálogo da Netflix e que me lembra muito Ricky and Morty, Desencanto, Final Space, Gravity Falls e por aí. Ou seja, tem como base um tipo de humor que “zoa” tudo e todos (o tipo que eu gosto, confesso… o que acho que falta muito por aqui, na mídia brasileira, mas isso é caso para outro texto). O objetivo da produção é entreter com um humor ácido.


Não é um lançamento recente, estreou sua primeira temporada em Outubro de 2021, e achei por acaso no catálogo do streaming. Foi um daqueles achados que você fica feliz em encontrar. Eu dei boas risadas com este seriado.


…. E não, não fui pago para escrever sobre isso, ou mesmo, tenha alguma mensagem subliminar aqui ….


O estilo gráfico bem similar a animações consagradas como Futurama e Rick and Morty estabelece desde cedo que o Departamento de Conspirações não nasceu para inovar no gênero.


A nova animação da Netflix foca em se diferenciar pelo fato de ter as teorias da conspiração como centro de tudo o que acontece na trama, ao invés de utilizá-las eventualmente para satirizar os temas e quem acredita neles.


Reagan Ridley (Lizzy Caplan), a personagem principal, é filha de Randy Ridley (Christian Slater), um inventor piradão que criou a Cognito Inc., uma empresa que atua junto ao “sub-mundo” que reúne diversas crenças de teóricos da conspiração. O negócio é o responsável por manter vivos os laços com agentes malignos, a fim de que o mundo continue funcionando normalmente.

Os principais personagens.

Fazem parte do grupo principal de personagens: J.R. Scheimpough (Andrew Daly), Gigi (Tisha Campbell) e Dr. Andre (Bobby Lee), todos seres humanos. O também humano Brett Hand (Clark Duke) é o recém-chegado no departamento liderado por Reagan, que ainda conta com o meio-homem-meio-golfinho Glenn Dolphman (John DiMaggio) e o cogumelo Magic Myc (Brett Gelman).


O humor da produção mescla um pouco de tudo o que há por aí. Há momentos em que a ironia toma conta, especialmente quando o assunto é debochar de quem acredita que a Terra é plana, como também por vezes a mão pesa em uma sequência de frases para tentar fazer a audiência rir porque os personagens falam palavrões.

O seriado é bem divertido e bastante regular. Os pontos principais de Departamento de Conspirações são a criação de personagens e a inserção de personalidades e empresas da vida real como alvo da zoação. Até a Netflix se permite ser zoada por conta do alto valor investido no passado para incluir Friends em seu catálogo.


A respeito da construção de personagens, Departamento de Conspirações consegue mesclar bem o absurdo com o pé no chão. Isso rende bons backgrounds para diversos personagens, de modo que fica fácil de entender por que eles muitas vezes pensam ou agem da forma como o fazem.


Mas como assistindo um seriado desses, posso relacionar ao mundo corporativo?


Basta observar a relação dos personagens ao ambiente em que trabalham. A protagonista em si, Reagan, é obcecada com trabalho e visa um único objeto: ser a CEO da Cognito Inc. Há momentos em que isso é piada entre os colegas. Sim, a personagem é tão anti social, que acaba criando robôs para substituírem pessoas em seus relacionamentos, inclusive nos amorosos.


Há outro personagem, Brett, que só é contratado, por ser bonito e ser o padrão do “americano genérico”, branco e heterosexual. Não tem a ver com sua competência, mas com seu charme. E é claro, este sim, vai ser o personagem que ganha a simpatia de todo mundo e vai irritar a Reagan.


Vemos também a situação em que personagens, largam tudo, até seus princípios éticos, para conseguirem se dar bem dentro da empresa. Aliás, são estimulados a fazerem isso. Até porque, em uma empresa em que o principal produto é a mentira e a propagação de fake news, para manipulação de massas (não, não estou discursando politicamente, é a premissa do seriado), ser ético, não é um comportamento desejável dentro da companhia.


Interessante é que lendo estas informações, me passa um pouco aquela sensação de déjà vu, ou seja, de que já vi isso em algum lugar. Sim, percebe-se que o seriado, apesar de ser humorístico, tem como pano de fundo, nos mostrar como a manipulação de informação é uma coisa tão simples e tão banal. Tanto que em determinado episódio, uma personagem disse que agradece as selfies, que muitas pessoas fazem, por fornecerem material para manipulação de imagens.

Como falei, eu gosto muito deste tipo de humor. Aquele que de alguma forma tenta nos mostrar como a sociedade em si tem seus problemas. Como falei também, sinto a falta deste tipo de humor por aqui… Até se encontrar casos de humoristas que imitam, falam sobre situações corriqueiras, mas ir mais a fundo, zoar qualquer pessoa, principalmente personalidades políticas, eu vejo muito pouco. Confesso que está meio chato o humor no Brasil. Sinto saudades do humor tipo “Casseta e Planeta”, que sempre satirizava todo mundo, inclusive as pessoas que trabalham no próprio canal em que se passava o programa.

Mas, deixando isso de lado, o seriado animado da Netflix tem como base as mais malucas teorias da conspiração que tomam conta da internet todos os dias, mas sua sátira não é tão efetiva a ponto de render insanas gargalhadas.

No entanto, a produção diverte de modo satisfatório enquanto explora bem a personalidade típica de teóricos da conspiração. Tudo isso pavimentando uma trama com potencial de ser mais uma animação referência no gênero comédia para adultos.

Creio que o leitor deve sim, assistir a série. Além das questões que nos fazem pensar, sobre nosso cotidiano no trabalho e nossas relações com as outras pessoas, vai garantir bons momentos de risadas. Vai por mim ….

Referências:






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