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Adolescência Criminosa em SC: Indignação com Maus-Tratos Brutais

Cachorro marrom e branco com expressão serena, representado como um anjo no céu, com asas brancas e uma auréola dourada sobre a cabeça. Ele é acolhido com carinho por anjos humanos entre nuvens iluminadas por uma luz dourada, com portões celestiais ao fundo, transmitindo paz, acolhimento e despedida.

Brutalidade Adolescente em Santa Catarina: Onde Falhamos Como Sociedade?


O que aconteceu em Santa Catarina não é “apenas” maus-tratos contra um animal. É um retrato cru, nojento e perturbador de uma geração que perdeu qualquer noção de limite, empatia e humanidade. Quatro adolescentes são investigados por torturar um cão comunitário conhecido como Orelha, espancado de forma tão violenta que precisou ser sacrificado. Não foi acidente. Não foi impulso.


Foi crueldade pura.


E não parou aí. O mesmo grupo teria tentado afogar outro cão, o Caramelo. A diferença entre a vida e a morte, neste caso, foi o acaso. Apenas isso

A pergunta que grita é simples e incômoda: como alguém chega a esse ponto? Que tipo de mente acha aceitável torturar um ser indefeso? E mais grave ainda: quem criou esses adolescentes?



Pais Ausentes ou Cúmplices?


Não dá mais para fingir surpresa. Jovens não surgem do nada. Eles são o reflexo direto do ambiente em que crescem. Falta de limites, ausência de valores, permissividade disfarçada de “liberdade”. Quando pais se omitem, a sociedade paga a conta.


E neste caso, a omissão parece virar algo ainda pior. Três adultos — pais e um tio — foram indiciados por coagir testemunha. Não só falharam em educar, como tentaram atrapalhar a Justiça. Isso não é descuido. Isso é cumplicidade moral.



Punições Brandas: Um Deboche com a Sociedade


Aqui vem a parte que revolta qualquer pessoa minimamente lúcida. Por serem menores de idade, os responsáveis pelo crime estão sujeitos apenas às medidas do Estatuto da Criança e do Adolescente. Na prática, isso significa internação por até três anos. Três anos. Para quem tortura e mata por diversão.


É impossível não chamar isso pelo nome: é pouco, é injusto e é um incentivo silencioso à impunidade. A mensagem que fica é clara e perigosa: a crueldade compensa, desde que você seja jovem o bastante.


Para piorar, dois dos adolescentes chegaram a sair do país logo após o crime, como se nada tivesse acontecido. Só tiveram os celulares apreendidos ao retornar, numa tentativa tardia de preservar provas


O Sistema Falhou. De Novo.


As autoridades reconhecem que o grupo já vinha cometendo outras infrações. Ou seja, não foi um “desvio isolado”. Foi uma escalada. E ninguém conteve.


Projetos como a chamada “Lei Orelha”, que tenta responsabilizar pais por crimes cometidos por filhos menores, surgem como reação a um sistema que claramente não funcionaMas projetos não apagam o fato central: chegamos tarde demais para o cão Orelha.



A Verdade Que Muitos Não Querem Ouvir


Violência contra animais é um dos sinais mais claros de desvio grave de comportamento. Quem normaliza isso hoje pode fazer o mesmo com pessoas amanhã. Fingir que se trata apenas de “erro juvenil” é covardia intelectual.


Este caso não pede discursos mornos nem notas de repúdio vazias. Pede indignação real. Pede revisão urgente da forma como educamos, punimos e protegemos — ou deixamos de proteger — os mais vulneráveis.


Se adolescentes são capazes de tamanha brutalidade, a pergunta final é inevitável:o problema está só neles ou em todos nós que aceitamos punições frouxas, pais omissos e um sistema que sempre chega depois da tragédia?

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