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Maximizando Benefícios: Novas Regras de Tributação na Previdência Privada


Previdência Privada
Lei altera regime de tributação da previdência complementar.(Imagem: Freepik)

Nos últimos dias, uma significativa mudança nas regras de tributação de planos de previdência privada, como PGBL ou VGBL, tem gerado dúvidas e curiosidade entre os participantes. A sanção da Lei 14.803, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe uma alteração substancial ao permitir que a escolha entre os regimes de tributação - progressivo ou regressivo - seja realizada no momento do benefício ou no primeiro resgate dos valores acumulados, em contraste com a antiga prática de definição no momento da contratação do plano.



Tabela Progressiva vs. Regressiva: Desvendando as Diferenças


Na tabela progressiva, as alíquotas do Imposto de Renda variam de acordo com o valor resgatado, seguindo regras similares às aplicadas sobre os salários. Por outro lado, na tabela regressiva, as alíquotas diminuem com o tempo de investimento, começando em 35% para aplicações feitas até dois anos e chegando a 10% para períodos superiores a dez anos.



Previdência Privada
A escolha entre as duas tabelas envolve uma cuidadosa análise, considerando o tempo de contribuição e a renda do participante.


Estratégias para Escolher o Melhor Regime Tributário


O ex-diretor da área de previdência do Banco Itaú, Osvaldo Nascimento, destaca que a decisão entre progressivo e regressivo deve levar em conta o tempo que o participante pode esperar. Para aqueles que podem suportar 10 anos, o regime regressivo é vantajoso, especialmente se a renda for alta. Contudo, se a renda for baixa, é crucial fazer cálculos, pois uma tributação mais baixa pode ser benéfica.

Nascimento ressalta que, para quem já está na alíquota de 10% no regime regressivo, permanecer pode ser a melhor opção. Por outro lado, para participantes na alíquota progressiva, a mudança para a regressiva pode ser favorável se houver tempo suficiente antes dos resgates.


O Timing da Mudança: Quando Decidir?


Ednaldo Rodrigues, tributarista renomado, sugere que a decisão entre os regimes deve ser tomada no momento do benefício ou do primeiro resgate. Isso proporciona clareza sobre a escolha tributável mais adequada, considerando o saldo acumulado e o período de contribuição.


Vale ressaltar que, ao mudar da tabela progressiva para a regressiva, o tempo no plano anterior não é considerado, alerta Nascimento. Portanto, se a decisão for tomada, é recomendável agir rapidamente para não perder tempo na acumulação.


Estratégias para Diferentes Cenários


Em resumo, a tabela progressiva é mais vantajosa para resgates em curto prazo, enquanto a regressiva se destaca em um planejamento de aposentadoria a longo prazo. Para quem tem tempo, a regressiva pode ser a escolha mais sensata, conforme destaca Nascimento.


A nova Lei 14.803, em vigor desde sua publicação, permite maior flexibilidade na escolha do regime tributário. Anteriormente restrita ao último dia útil do mês seguinte ao ingresso no plano, agora a decisão pode ser tomada no momento do benefício ou do primeiro resgate.


Essa mudança abrange planos de previdência (PGBL ou VGBL), Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) e seguros de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência.


Em conclusão, a escolha do regime tributário agora demanda uma análise criteriosa, levando em consideração o tempo de contribuição, a renda e os objetivos individuais. A flexibilidade proporcionada pela nova legislação oferece aos participantes a oportunidade de otimizar seus benefícios, seja no curto ou longo prazo.


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