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Seguradoras vs. Proteção Veicular: A batalha de quem cobra menos

Atualizado: 7 de jun. de 2023


Vendo uma matéria que veio pelo InfoMoney | IM+ no meu e-mail corporativo, sobre os problema de se contratar seguro com as Associações de Proteção Veicular (AVP), me fez lembrar dos argumentos que usamos para o cliente pensar melhor e contratar seguro nas empresas "tradicionais" (Seguradoras).


Claro que minha experiência em trabalhar no Banco do Brasil e também negociar seguros, influenciou nos argumentos a seguir, mas vendo o problema que se gera, em se contratar seguro com AVP's, achei melhor explicar quais problemas de se contratar seguro desta forma. Tal como fiz com o artigo sobre investimentos com retorno milagroso.


Vide abaixo:



Dito isso, pergunta-se: quais os problemas de se contratar seguro com Associações de Proteção Veicular?


Qual diferença de contratar um seguro de uma Associação de Proteção Veicular e de uma Seguradora?


Se você está considerando contratar um seguro para o seu carro, é importante saber que existem duas modalidades diferentes no mercado: o seguro tradicional, oferecido por seguradoras regulamentadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), e o seguro alternativo, oferecido por associações de proteção veicular (APVs).



Mesmo semelhante, por dentro, contrato de proteção veicular é bem diferente do de seguro auto (Giphy/freakmasks)

As APVs são entidades sem fins lucrativos que reúnem proprietários de veículos que se comprometem a dividir os custos dos sinistros entre si. Elas não são fiscalizadas pela Susep e não precisam seguir as mesmas regras e normas que as seguradoras. Por isso, elas costumam oferecer preços mais baixos e menos burocracia na hora de contratar o serviço.




No entanto, essa modalidade também apresenta uma série de riscos e desvantagens para o consumidor. Veja alguns dos principais problemas de se contratar seguro com APVs:


- Falta de garantia: como as APVs não são regulamentadas pela Susep, elas não têm a obrigação de constituir reservas técnicas e financeiras para garantir o pagamento das indenizações em caso de sinistro. Isso significa que se a associação não tiver recursos suficientes para cobrir os prejuízos dos associados, eles podem ficar sem receber nada ou ter que esperar muito tempo para serem ressarcidos.


- Ausência de contrato: muitas APVs não fornecem um contrato formal ao consumidor, apenas um termo de adesão ou um estatuto social. Esses documentos podem ser incompletos, confusos ou conter cláusulas abusivas que prejudicam os direitos do associado. Além disso, sem um contrato, fica mais difícil recorrer à Justiça em caso de conflito ou descumprimento das obrigações por parte da associação.


- Cobertura limitada: as APVs costumam oferecer uma cobertura mais restrita do que as seguradoras, excluindo alguns tipos de sinistros, como roubo, furto, incêndio, enchente, danos a terceiros, entre outros. Além disso, elas podem impor limites de valor ou de tempo para a indenização, bem como exigir uma franquia maior ou uma coparticipação do associado nos custos do sinistro.


- Falta de transparência: as APVs não são obrigadas a divulgar informações sobre a sua situação financeira, administrativa e operacional, como o número de associados, o valor das mensalidades, o índice de sinistralidade, o tempo médio de pagamento das indenizações, entre outros dados que podem ajudar o consumidor a avaliar a qualidade e a confiabilidade do serviço.


- Dificuldade de cancelamento: algumas APVs dificultam ou impedem o cancelamento do serviço pelo associado, cobrando multas abusivas ou exigindo um prazo muito longo para a rescisão. Outras ainda mantêm o nome do consumidor no cadastro da associação mesmo após o cancelamento, gerando cobranças indevidas ou problemas com o fisco.


Diante desses problemas, é recomendável que o consumidor opte pelo seguro tradicional oferecido por seguradoras regulamentadas pela Susep. Essas empresas têm que seguir uma série de normas e critérios para garantir a qualidade e a segurança do serviço prestado ao cliente. Além disso, elas são fiscalizadas pela SUSEP - Superintendência de Seguros Privados e pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que são órgãos do governo responsáveis por regular e supervisionar o mercado de seguros no país.



Ao contratar um seguro tradicional, o consumidor tem acesso a um contrato claro e detalhado sobre as condições e as coberturas do serviço. Ele também pode contar com o apoio da Susep e do Procon em caso de dúvidas, reclamações ou denúncias contra a seguradora.


Além disso, as Associações de Proteção Veicular geralmente têm uma estrutura mais simples e enxuta do que as seguradoras tradicionais, o que pode limitar a variedade de serviços oferecidos. Por exemplo, elas podem não oferecer serviços como assistência 24 horas, carro reserva e outras opções comuns em seguros de automóveis.


Por fim, é importante notar que as Associações de Proteção Veicular geralmente têm preços mais baixos do que as seguradoras tradicionais. No entanto, isso pode ser devido à falta de algumas coberturas e garantias, além da falta de um histórico de desempenho comprovado no mercado. Portanto, é importante avaliar cuidadosamente as diferenças entre as duas opções antes de decidir de contratação de seguro.

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