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Espírito, Alma ou Corpo?

Potência, essência, aparência. Qual desses é, de fato, o Homem?


O homem é, na verdade, sua junção, à qual é expressa pela cultura (que se categoriza como Alta, Média e Baixa, respectivamente).


O que é melhor? Encher a Alma de bons exemplos para engrandecer o Espírito ou rotular pelo Corpo, limitando assim os exemplos à Alma e, consequentemente, apequenar o Espírito?


Os estudos ocidentais, por milênios, voltaram-se ao Espírito, a mais elevada camada do ser para o mais alto espectro cultural. Nesse modo busca-se a educação pelo modelo, modelo de virtudes, por exemplo, na Grécia Antiga Odisseu era um ótimo exemplo de coragem e astúcia, assim como Hércules, de força. O cristianismo mantém esse modelo, entretanto, voltado a Jesus e aos santos; a santidade é, por tanto, o modelo-mor na sociedade medieval.




A história se altera um pouco na Renascença, quando a educação se desvincula da religião — religião que, inclusive, significa “religar”, reconecta os Homens a algo superior e mais sublime que a sua própria existência — à época adotou-se o Humanismo, não para efetivamente construir um ateísmo generalizado, mas apenas mudando o foco, de Deus, para o Homem, entretanto essa ótica explica muito mais sobre nossa ESSÊNCIA do que nossa POTÊNCIA. Note que o número de gênios diminui gradativamente geração a geração desde o Renascimento, tornou-se uma educação de retroalimentação, mesmo com avanços científicos, houve um declínio filosófico a partir de Descartes.


E o corpo, a aparência?


É bastante perceptível que a educação contemporânea foca não na POTÊNCIA nem na ESSÊNCIA, mas no mundo; seja o mundo natural, com toneladas de Biologia, Física e Química já em tenra idade, ou o mundo humano, com a mesma quantidade brutal de História, Geografia e Sociologia.



Nesses dias, apega-se à matéria, a uma casca temporária, tornando assim o próprio ensino efêmero. As disciplinas citadas acima são, sim, importantes, mas não em um nível generalizado, deveriam ser tratadas em um nível técnico, exemplo: um engenheiro civil deve estudar Cálculos avançados e Física, entretanto não é uma regra a todos.


Afinal, de que vale um conhecimento super avançado na Física do Mundo das Criaturas sendo que não sabemos como as coisas são no Mundo do Criador que, de fato, é a Morada Eterna.


Assim como, para os egípcios, — quando o peso do coração era o parâmetro para Osíris ao autorizar a entrada no paraíso, — também devemos nos preocupar, não com o peso dele, mas sim com nossas atitudes, para refletirem ao máximo nossos modelos de virtudes, seja tomando como, por exemplo, modelo de Coragem, São Paulo, Odisseu ou Harry Potter.


Uma educação deficiente de MODELOS abre brecha para ANOMALIAS, pois, se não há em quem se inspirar, suas ações estão à deriva em um mar de incertezas. “Seja o que quiser ser”. Sem um exemplo de Justiça, o que impede um magistrado de ser corrupto? Sem um exemplo de Lealdade, impedindo um militar de se tornar um traidor da pátria?


O problema não está no pragmatismo de hoje, mas em sua face exacerbada, que ofusca a essência das coisas (e de nós mesmo) assim como impossibilita a visão de nossa própria potência, tornando o Homem um animal solto ao meio, e não o mesmo como um agente modificador do espaço.



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