google.com, pub-7228869011542059, DIRECT, f08c47fec0942fa0
top of page

A Independência do Brasil: Polêmicas, Curiosidades e a História por Trás do 7 de Setembro


Independência do Brasil
Imagem gerada pelo IA Midjourney, baseado em relatos sobre como teria sido o Grito do Ipiranga.

A Independência do Brasil: Muito Além do Grito


O dia 7 de setembro é um marco na história do #Brasil, celebrado como o Dia da Independência. No entanto, essa jornada rumo à soberania não se resume ao famoso "Grito do Ipiranga". Neste artigo, mergulharemos nas profundezas da independência do Brasil, explorando suas polêmicas, curiosidades e fornecendo links para recursos adicionais sobre esse momento crucial na história do país.


O que foi a Independência do Brasil?


A Independência do Brasil foi o processo que levou à ruptura dos laços políticos entre o Brasil e Portugal, iniciado em 1821 e concluído em 1825. Esse processo foi marcado por conflitos armados, negociações diplomáticas, movimentos populares e interesses de diferentes grupos sociais.


O contexto histórico da Independência do Brasil


A Independência do Brasil está inserida no contexto das transformações políticas e sociais que ocorreram na Europa e na América no final do século XVIII e início do século XIX. Entre essas transformações, destacam-se:


- A Revolução Francesa (1789-1799), que derrubou a monarquia absolutista na França e difundiu os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Esses ideais influenciaram os movimentos de emancipação das colônias americanas, que buscavam se libertar do domínio europeu.


- As guerras napoleônicas (1803-1815), que envolveram a França e vários países europeus, alterando o equilíbrio de poder no continente. Essas guerras afetaram diretamente Portugal, que foi invadido pelas tropas francesas em 1807, obrigando a corte portuguesa a se refugiar no Brasil.


- A Revolução Industrial (1760-1840), que provocou mudanças econômicas, sociais e culturais, com o desenvolvimento da indústria, do comércio e das cidades. Essas mudanças aumentaram a demanda por matérias-primas e mercados consumidores, estimulando a expansão colonialista dos países europeus.


- As independências das colônias espanholas na América (1810-1825), que foram influenciadas pelos movimentos iluministas e pela crise do império espanhol. Essas independências criaram novos países no continente americano, que se tornaram potenciais aliados ou rivais do Brasil.


Esses acontecimentos tiveram repercussões diretas no Brasil e em Portugal, afetando as relações entre a metrópole e a colônia.


A transferência da corte portuguesa para o Brasil


Um dos fatos mais importantes para entender a Independência do Brasil foi a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808. Esse episódio ocorreu devido à invasão de Portugal pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte, que pretendia fechar os portos portugueses ao comércio britânico.


Diante da ameaça francesa, o príncipe regente D. João (futuro D. João VI) decidiu fugir para o Brasil, acompanhado de sua família, ministros, nobres e funcionários. A fuga contou com o apoio da Inglaterra, que forneceu navios e escolta para a viagem.


A chegada da corte portuguesa ao Brasil representou uma mudança radical na situação política e econômica da colônia. O Brasil deixou de ser uma simples possessão ultramarina e passou a ser a sede do império português. D. João tomou uma série de medidas que beneficiaram o desenvolvimento do Brasil, como:


- A abertura dos portos às nações amigas (1808), que permitiu o livre comércio com outros países, especialmente a #Inglaterra. Essa medida rompeu com o Pacto Colonial, que estabelecia o monopólio comercial de Portugal sobre o Brasil.


- A elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves (1815), que acabou com as restrições coloniais impostas pelo Pacto Colonial. Essa medida reconheceu a igualdade jurídica entre o Brasil e #Portugal, dando ao Brasil maior autonomia política e administrativa.


- A fundação de instituições culturais, científicas e administrativas, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, a Academia Militar, o Banco do Brasil e os tribunais de justiça. Essas instituições contribuíram para o progresso cultural, científico e burocrático do Brasil, formando uma elite intelectual e profissional.


Essas medidas favoreceram o crescimento econômico, social e cultural do Brasil, mas também geraram insatisfações em alguns setores da sociedade brasileira e portuguesa.


Os conflitos entre brasileiros e portugueses


A presença da corte portuguesa no Brasil provocou uma série de conflitos entre brasileiros e portugueses. Esses conflitos envolveram questões políticas, econômicas e sociais.


Do lado brasileiro, havia um sentimento de descontentamento com a dominação portuguesa, que se manifestava de diferentes formas:


- Os comerciantes brasileiros reclamavam da concorrência desleal dos comerciantes portugueses, que tinham privilégios e isenções fiscais. Os comerciantes brasileiros também sofriam com a influência dos ingleses, que impuseram tratados comerciais vantajosos para eles, como o Tratado de Comércio e Navegação de 1810.


- Os proprietários de terras e escravos temiam a perda de seus direitos e a interferência do governo nas questões agrárias e escravistas. Os proprietários de terras e escravos também se opunham à abolição do tráfico negreiro, que foi proibido pela Inglaterra em 1807 e pelo Brasil em 1831.


- Os intelectuais e profissionais liberais aspiravam por mais autonomia e participação política, inspirados pelos ideais iluministas e pelas independências americanas. Os intelectuais e profissionais liberais também defendiam a implantação de um regime constitucional e representativo no Brasil, que garantisse os direitos civis e políticos dos cidadãos.


- Os militares e funcionários públicos se ressentiam da discriminação e do preconceito dos portugueses, que ocupavam os cargos mais importantes e recebiam melhores salários. Os militares e funcionários públicos também reivindicavam melhores condições de trabalho e de vida.


Do lado português, havia uma pressão para que a corte retornasse a Portugal, que estava em uma situação de crise política e econômica após a derrota de Napoleão. Essa pressão vinha de diferentes fontes:


- As cortes de Lisboa, que eram as assembleias representativas do povo português, convocadas em 1820 para elaborar uma constituição liberal para Portugal. As cortes tinham uma visão recolonizadora em relação ao Brasil, querendo reduzi-lo à condição de colônia submissa à metrópole.


- Os comerciantes portugueses, que sofriam com a concorrência dos ingleses e com a perda do monopólio colonial. Os comerciantes portugueses também se ressentiam das medidas tomadas por D. João no Brasil, que favoreceram o desenvolvimento econômico da colônia em detrimento da metrópole.


- Os nobres e clérigos portugueses, que defendiam os interesses da monarquia absolutista e da Igreja Católica. Os nobres e clérigos portugueses também temiam a perda de seus privilégios e influência no Brasil, que se tornara mais rico e poderoso do que Portugal.


Esses conflitos entre brasileiros e portugueses se intensificaram ao longo dos anos, levando a uma situação de ruptura entre as duas partes do império.


Processo de independência do Brasil


O processo de independência do Brasil foi marcado por uma série de conflitos políticos entre os brasileiros e os portugueses, que culminaram na ruptura definitiva entre as duas partes em 7 de setembro de 1822. Entre os principais acontecimentos desse processo, podemos citar:


- O Dia do Fico em 9 de janeiro de 1822, quando d. Pedro decidiu desobedecer às ordens das cortes portuguesas e permanecer no Brasil, atendendo ao pedido da população brasileira. Essa decisão foi motivada pela pressão dos comerciantes e fazendeiros brasileiros, que temiam perder seus privilégios com a recolonização imposta por Portugal. D. Pedro também contou com o apoio da Inglaterra, que tinha interesse em manter o mercado brasileiro aberto aos seus produtos.


- O Cumpra-se em 1º de maio de 1822, quando d. Pedro determinou que nenhuma lei ou ordem vinda de Portugal seria cumprida no Brasil sem o seu consentimento prévio. Essa medida representou um ato de rebeldia contra as cortes portuguesas e um passo importante para a autonomia política do Brasil.


- A viagem de d. Pedro a São Paulo em agosto de 1822, que teve como objetivo acalmar os ânimos dos paulistas, que estavam insatisfeitos com a nomeação de José Bonifácio de Andrada e Silva como ministro do Reino e dos Estrangeiros. José Bonifácio era um importante líder do movimento pela independência e um conselheiro de d. Pedro, mas enfrentava a oposição dos grupos radicais que defendiam uma república federativa no Brasil. Durante a viagem, d. Pedro recebeu uma carta das cortes portuguesas que anulava todos os seus atos como príncipe regente e exigia o seu retorno imediato para Portugal.


- O Grito da Independência em 7 de setembro de 1822, quando d. Pedro, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, proclamou a independência do Brasil, rompendo definitivamente os laços com Portugal. Segundo a tradição, ele teria dito a frase "independência ou morte" à sua comitiva, mas não há certeza histórica sobre esse fato. O que se sabe é que ele hasteou uma bandeira verde e amarela, que seria o símbolo da nova nação.


Abrindo parênteses:



Independência do Brasil
Independência ou morte, também conhecido como O Grito do Ipiranga, é um quadro do artista Pedro Américo de Figueiredo e Mello.

Datada de 1888, a pintura exibe uma representação de Dom Pedro I proclamando a independência do Brasil.

Feita sob encomenda, a obra de grandes proporções tem 415 x 760 cm e encontra-se atualmente no Museu Paulista (Museu do Ipiranga) e pode ser classificada como uma obra do Neoclassicismo.


Inspiração em tela francesa


Pedro Américo era um pintor acadêmico e estudou arte na França entre 1859 e 1864, assim, suas referências eram a pintura europeia.

A intenção do artista foi criar uma obra icônica que exibisse de modo glorioso e solene um importante marco histórico brasileiro.

Assim, ele realizou diversos esboços e estudos inspirados em outras obras, uma delas é a tela Batalha de Friedland (1875), do francês Ernest Meissonier, que serviu como referência.



independência do Brasil
Tela Batalha de Friedland (1875), de Ernest Meissonier

Fecha parênteses.


- A coroação de d. Pedro I em 12 de outubro de 1822, quando ele foi aclamado imperador do Brasil, com o título de d. Pedro I. Essa cerimônia ocorreu no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de milhares de pessoas. Com isso, o Brasil tornou-se uma monarquia constitucional e hereditária, mantendo algumas características do sistema colonial português.


- A Guerra da Independência entre 1822 e 1824, que foi um conjunto de conflitos armados entre as tropas brasileiras e portuguesas nas províncias do Nordeste, do Norte e da Cisplatina (atual Uruguai). Essas regiões demoraram mais para aderir à independência, pois tinham fortes laços comerciais e culturais com Portugal e recebiam reforços militares vindos da Europa. A guerra terminou com a vitória dos brasileiros e a expulsão dos portugueses do território nacional.


Consequências da independência do Brasil


A independência do Brasil trouxe uma série de consequências para o país e para a sua população. Entre elas, podemos destacar:


- A formação do Estado nacional brasileiro, com a definição das fronteiras territoriais, da organização política e administrativa, da constituição e das leis que regeriam o país. O Brasil adotou o sistema monárquico como forma de governo, tendo d. Pedro I como imperador até 1831 e seu filho d. Pedro II como sucessor até 1889.


- A manutenção da estrutura socioeconômica colonial, baseada na escravidão, na monocultura exportadora e na concentração de terras nas mãos dos grandes proprietários rurais. A independência não alterou significativamente as condições de vida da maioria da população brasileira, formada por escravos, indígenas, mestiços e pobres livres, que continuaram excluídos dos direitos políticos e sociais.


- A consolidação da hegemonia inglesa sobre o Brasil, que se intensificou após a independência. A Inglaterra foi a primeira nação a reconhecer a independência do Brasil e a estabelecer relações diplomáticas com o país. Em troca, exigiu uma série de vantagens comerciais e financeiras, como a redução das tarifas alfandegárias para os produtos ingleses, o pagamento de uma indenização a Portugal pela perda da colônia e a abolição gradual do tráfico negreiro.


- A emergência de conflitos internos no Brasil, motivados pelas divergências políticas entre os grupos que participaram da independência. Alguns desses conflitos foram: a Confederação do Equador (1824), uma revolta separatista liderada por Pernambuco contra o governo centralizador de d. Pedro I; a Guerra da Cisplatina (1825-1828), uma guerra entre o Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina) pelo controle da região da Cisplatina.


Recursos Adicionais sobre a Independência do Brasil

Para uma compreensão mais profunda da independência do Brasil e suas complexidades, confira os seguintes links:

Conclusão


A independência do Brasil é um capítulo fascinante da história nacional, repleto de reviravoltas e complexidades. O "Grito do Ipiranga" é apenas a ponta do iceberg, e sua verdadeira compreensão requer uma análise mais profunda das circunstâncias e dos protagonistas envolvidos. À medida que celebramos o 7 de setembro, é importante lembrar que a independência é mais do que um evento, é o início de uma nação.



3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

تعليقات

تم التقييم بـ ٠ من أصل 5 نجوم.
لا توجد تقييمات حتى الآن

إضافة تقييم
bottom of page